quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Hospital Espírita



O Núcleo Espírita Nosso Lar, constituído em 10 de outubro de 1986, também designado pela sigla NENL, é uma associação civil autônoma, sem fins econômicos, com personalidade jurídica de direito privado, sem distinção de sexo, crença, raça ou categoria social.
O NENL tem por finalidade:
A assistência social e promoção humana, visando uma sociedade fundada nos valores morais que possibilitem a liberdade, a igualdade, participação e solidariedade. Ser modelo e multiplicador na luta pela conscientização do ser humano quanto ao seu papel na melhoria da qualidade de vida da sociedade. Contribuir na medida de suas possibilidades para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com câncer, bem como de doenças degenerativas. A intensificação e a preservação da unidade de seus participantes.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Próxima novela das seis (Rede Globo) terá temática espírita!


Depois de adiantar o elenco e o perfil de alguns personagens, a coluna conta agora com exclusividade mais alguns detalhes da história de “Marajó” (título provisório), próxima novela das seis da Globo, escrita por Elisabeth Jhin (a mesma de “Escrito nas Estrelas”). Para começar, o mocinho da trama, vivido por Gabriel Braga Nunes, será o filho perdido da personagem de Ana Lúcia Torre, que, depois da hilária Tia Neném de “Insensato Coração”, emplaca um papel dramático. O rapaz desapareceu ainda na infância quando vivia em Minas Gerais e, anos depois, virou um domador de búfalos na ilha de Marajó, no Pará. Apesar de todo o tempo passado, sua mãe nunca desistiu de encontrá-lo.
Bondosa, a personagem de Ana Lúcia é dona de um prédio no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, onde deixa algumas pessoas morarem de graça. Apesar de tudo, ela resiste às pressões da família – especialmente da irmã, a grande vilã, que será vivida por Cássia Kiss – para vendê-lo e transformará a mãe de uma criança doente, interpretada por Nica Bonfim, na síndica do condomínio. Para o choque de todos, a mãe do mocinho da trama terá uma morte trágica logo no início da trama. Sendo assim, Ana Lúcia Torre passará a ser vista como fantasma, reforçando a temática espírita do folhetim. Além dela, Klara Castanho também terá poderes paranormais de vidência na história. Temas como oautismo e a síndrome de Asperger também serão abordados.
A equipe da novela viaja para Minas Gerais no próximo dia 5 de dezembro para gravar as primeiras cenas, muitas delas de flashback. Os trabalhos em Belém e na ilha de Marajó só ocorrerão em janeiro.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Novos horários - Curso de Informática

O Departamento de Informática do CEAP informa que um novo horário de aulas será aberta no curso de Informática. As aulas no novo horário (11:00) começarão assim que as turmas estiverem completas. Assim sendo, mantem-se as aulas dás 08:00, 09:00 e 10:00 com matriculas fechadas. Observe abaixo a lista de horários:

Hor.     Prof.       Matrículas         Conteúdo
08:00 - Romes - Fechado - Noções Básicas de Informática / Datilografia
09:00 - Romes - Fechado - Noções Básicas de Informática / Datilografia
10:00 - Romes - Fechado - Informática Básica
11:00 - Renato - Aberto - Noções Básicas de Informática / Datilografia

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Curso de Informática: Novas turmas / matrículas abertas!

O Centro Espírita Apóstolo Paulo abre novas turmas para o Curso de Informática. O dia da semana e o horário ainda serão definidos, como as turmas dos Profs. Júlio e Romes já estavam lotadas, abrimos uma nova turma, desta vez com o Prof. Samuel Barbosa. O curso é totalmente gratuito e os interessados, favor, entrar em contato!

Obrigado!

domingo, 9 de outubro de 2011

150 anos do histórico "Auto de Fé de Barcelona"


Neste domingo, 9 de outubro de 2011, comemora-se 150 anos de um dos acontecimentos mais importantes na História do Espiritismo: o Auto de Fé de Barcelona, pelo qual Igreja tentava reprimir a expansão da Doutrina Espírita queimando em praça pública cerca de 300 livros kardecistas. O efeito resultante foi justamente o contrário do pretendido pelos inquisidores: a opinião pública foi contrária ao ato arbitrário de intolerância religiosa, conseguintemente, fazendo espalhar ainda mais rapidamente 

REGISTRO HISTÓRICO



O que foi o Auto de Fé de Barcelona?
O livreiro Maurício  Lachâtre, estabelecido em Barcelona, foi um grande propagandista do Espiritismo na Espanha e havia encomendado trezentos volumes de diversos títulos espíritas a Allan Kardec.
O material chegou à Espanha através de tramitação legal, com impostos e taxas devidamente pagos por Kardec e com a documentação correta. 
O destinatário pagou os direitos de entrada dos volumes, mas antes que os mesmos fossem entregues, uma relação dos títulos foi entregue ao bispo de Barcelona, pois, a liberação de livros e ou sua censura, competia à autoridade eclesiástica. O bispo tomando conhecimento da natureza dos livros ordenou que fossem apreendidos e queimados em praça pública pela mão do carrasco.
Os livros deveriam em tal situação ser devolvidos ao remetente em seu país de origem -a França. Contudo tal não aconteceu e o espetáculo- só assim pode-se classificar  tal ato de intolerância e intransigência- foi marcado para o dia 9 de outubro de 1861.  Naquela data, às 10:30 horas, os volumes foram queimados  como se fossem réus da inquisição. Alguns assistentes revoltados gritavam: "Abaixo a inquisição!".
Contudo, essa atitude intransigente contribuiu enormemente para a propaganda da doutrina.
A perseguição prosseguiu, dissimulada, mas acirradamente, por muito tempo. O clero nunca escondeu seu desagrado com relação à mensagem espírita.
Atualmente, a atitude da Igreja Católica, através dos esforços ecumênicos do Papa João Paulo II e também em função de comissões enviadas pelo Vaticano, para observação de fenômenos paranormais e de Transcomunicação Instrumental, vem reconhecendo, através do seu  Novo Catecismo, a possibilidade de comunicação com as almas dos "mortos" e até permite, em alguns casos e com reservas, essas comunicações.
Entre os volumes queimados estavam:
Exemplares da Revue Spirite; 
"O Livro dos Espíritos", Allan Kardec; 
"O Livro dos Médiuns", Allan Kardec; 
"O que é o Espiritismo", Allan Kardec; 
"Fragmento de uma Sonata", ditado pelo Espírito Mozart; 
"Carta de um Católico sobre o Espiritismo", Dr. Grand; 
"A História de Joana D'Arc", médium Mlle. Ermance Dufaux, Autora Joana D'Arc; 
"A realidade dos Espíritos demonstrada pela escrita direta", Barão de Guldenstubbé; 

Repercussão
Extenso relato do evento, realizado na mesma esplanada onde eram executados os criminosos condenados à morte, foi publicado no periódico barcelonense "La Corona", que se manifestou contra tal ato.  
Os principais jornais da Espanha deram conta minuciosa do fato, que os órgão da imprensa liberal do país muito justamente profligaram(1). É de notar-se que na França os periódicos liberais se limitaram a mencionar o fato sem comentários.
O acontecimento deu ensejo a muitas comunicações por parte dos Espíritos.  Em 19 de outubro Kardec , quando retornou de Bordéus, recebeu a seguinte comunicação:
"Fazia-se mister alguma coisa que chocasse com violência certos Espíritos encarnados, para que se decidissem a ocupar-se com essa grande doutrina, que há de regenerar o mundo. Nada, para isto, se faz inutilmente na Terra e nós que inspiramos o auto-de-fé em Barcelona, bem sabíamos que, procedendo assim, forçávamos um grande passo para a frente. Esse fato brutal, inaudito nos temos atuais, se consumou tendo por fim chamar a atenção dos jornalistas que se mantinham indiferentes diante da agitação profunda que abalava as cidades e os centros espíritas. Eles deixavam que falassem e fizessem o que bem entendessem; mas, obstinavam-se em passar por surdos  e  respondiam com o mutismo ao desejo de propaganda dos adeptos do Espiritismo. De bom ou mau grado, hoje falam dele; uns comprovando o histórico do fato de Barcelona; outros, desmentindo-o, ensejaram uma polêmica que dará volta ao mundo, de grande proveito para o Espiritismo. Essa a razão por que a retaguarda da Inquisição  fez hoje o seu último auto-de-fé. É assim que o quisemos."
Assinado: Um Espírito.

(1) profligar: lançar por terra; procurar destruir com argumentos; combater com palavras.

Palavras de Allan Kardec
Diante desse último fato, Allan Kardec, pela Revista Espírita que já tinha assinantes em quase todo o mundo, proclamou: " Espíritas de todos os países! Não esqueçais a data de 9 de outubro de 1861. Será marcada nos anais do Espiritismo. Que ela seja para vós um dia de festa e não de luta, porque é o penhor de vosso próximo triunfo."


Kardec consulta a espiritualidade sobre os eventos de Barcelona
(Em minha Casa – Médium Sr. ...)
(21 de setembro de 1861).
A pedido do Sr. Lachâtre, então estabelecido em Barcelona, eu lhe expedira uma quantidade de O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, as coleções da Revista Espírita,  e diversas obras e brochuras espíritas, formando um total em torno de 300 volumes.  A expedição fora feita regularmente, pelo seu correspondente em Paris, numa caixa contendo outras mercadorias e sem a menor infração à legalidade.  Na chegada dos livros, se fez o destinatário pagar os direitos de entrada, mas, antes de libera-los, deveu-se submetê-los à apreciação do Bispo, a autoridade eclesiástica sendo, nesse país, a polícia das livrarias.  Este estava então em Madrid;  em seu retorno, sobre o relatório que disso lhe foi feito, ordenou que as ditas obras fossem apreendidas e queimadas em praça pública, pela mão do carrasco.  A execução da sentença foi fixada para 9 de Outubro de 1861.
Se se tivesse procurado introduzir essas obras por contrabando, a autoridade espanhola estaria em seu direito de dispor delas  à sua maneira; mas, desde o instante que não houve fraude nem surpresa, o que provam os direitos voluntariamente pagos, era de rigorosa justiça que se lhes ordenasse a reexportação, se não lhe conviesse admiti-los. As reclamações feitas junto ao  cônsul francês, em Barcelona, foram sem resultado. O Sr. Lachâtre me perguntou se era preciso submete-los à autoridade superior; o meu conselho foi o de deixar consumar-se esse ato arbitrário; todavia, acreditei dever tomar o do meu guia espiritual.
Pergunta (À Verdade). – Não ignorais, sem dúvida, o que vem de se passar em Barcelona a respeito das obras espíritas; teríeis a bondade de me dizer se convém perseguir a sua restituição?
Resposta. – Em direito podes reclamar essas obras, e delas, certamente, obtereis a restituição, dirigindo-se ao Ministro dos Assuntos Estrangeiros da França. Mas a minha opinião é que resultará desse auto-de-fé um bem maior que não produziria a leitura de alguns volumes.  A perda material não é nada em comparação com a repercussão que semelhante fato dará à Doutrina.  Compreendes o quanto uma perseguição tão ridícula e tão atrasada poderá fazer o Espiritismo progredir na Espanha.  As idéias se difundirão com tanto mais rapidez, e as obras serão procuradas com tanto mais diligência, quanto as tiver queimado.(*)  Tudo está bem.
Pergunta. – Convém, fazer, a esse respeito, um artigo no próximo número da Revista?
Resposta. – Espera o auto-de-fé.  
("OBRAS PÓSTUMAS", Allan Kardec)

...E a intransigência ainda não fora totalmente vencida
De Barcelona enviaram a Kardec uma aquarela feita in loco por um artista  distinto, representando a cena do auto-de-fé. 
Kardec mandou fazer do quadro uma redução fotográfica. Um punhado de cinzas apanhado na fogueira, alguns fragmentos legíveis de folhas queimadas foram colocados em uma urna de cristal.  Lamentavelmente, a intransigência que ainda perdurou  na primeira metade do século XX, fez com os nazistas durante a 2a. Grande Guerra destruíssem a urna.

Vamos relembrar um pouco da História, envolvendo a Doutrina Espírita? Então vamos resgatar o registro feito pela revista"ANUÁRIO ESPÍRITA", edição de1871 publicado pela IDE Editora, de Araras, SP.
Desta edição, destacamos uma reportagem interessantíssima que diz respeito ao testumunho de um homem que assistiu ao Auto de Fé de Barcelona, Espanha, em 1861, quando cerca de trezentos livros espíritas foram queimados em praça pública, a mando de autoridades religiosas, que, naturalmente, não viam com bons olhos a expansão do Espiritismo naquela região. O que se viu, então, com esse ato preconceituoso, foi o efeito inverso: a intransigência católica acabou por promover ainda mais a Doutrina, pois a opinião pública em geral repudiou aquele festival de horror.
Assim, nossa testemunha, Bernardo Ramon Ferrer, relata os desdobramentos daquele episódio.





Retirado de: http://espiritismoemmovimento.blogspot.com/2011/10/150-anos-do-historico-auto-de-fe-de.html

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

03 De Outubro, um dos dias mais marcantes ao Espiritismo

Com certeza, o dia 03 de outubro é um dia marcante a Doutrina Espírita. Este dia é marcado por ser data de nascimento de Hippolyte León Denizard Rivail, o maior professor, o maior pesquisador, o maior cientista que o Espiritismo já teve, ninguém mais que Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita. No dia 03 de outubro de 1804 nascia o homem com a missão divina de eternizar e esclarecer os mandamentos de Jesus Cristo. Muito novo, Rivail deixou a França para estudar no Instituto Pestalozzi, na Suíça. Passando toda a sua infância e adolescência nesta localidade, o mestre se interessou pelas ciências naturais e pelo ensino pedagógico. Logo já ensinava Química, Física e Fisiologia, entre outras ciências. Já no fim de sua vida, o professor passa a frequentar reuniões de mesas girantes. No início, tudo o parecia uma farsa, seu espírito científico o via assim. Com o tempo, este homem vê que havia ali uma nova ciência, ou ao menos uma nova lei a ser estudada. É então que Hippolyte passa a adotar o nome de Allan Kardec. A partir daí, o professor inicia seus estudos sérios sobre Espiritismo, pouco depois escreve várias obras que serviram para a codificação da Doutrina Espírita Kardecista. Com todo rigor científico, Kardec liga ciência e religião, explica fenômenos e descreve os mecanismos de intercâmbio mediúnico. Em 31 de março de 1869, Allan Kardec desencarna em Paris com a certeza de ter comprido e muito bem sua honrosa missão sobre a Terra. E é a este nome que hoje prestamos nossa homenagem, A doutrina existe, o conhecimento é acessível a nós atualmente, tudo isso passou pelas mãos do nobre professor. E é a ele que o Centro Espírita Apóstolo Paulo implica esta homenagem, em lembrança aos seus 207 anos de encarne que foram providenciais para a terceira revelação.

"Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito."
Ficheiro:AllanKardec Assin.png

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

UMA VISÃO ESPÍRITA DO HOMOSSEXUALISMO SEM O DISSIMULADO PURISMO CRISTÃO


As múltiplas experiências humanas pela reencarnação e os repetidos contatos com ambos os sexos proporcionam ao espírito as tendências sexuais na feminilidade ou masculinidade e este reencarna com ambas polaridades e se junge, muitas vezes contrariado, aos impositivos da anatomia genital e da educação sexual que acolhe em seu ambiente cultural.
Consoante essas experiências tenderá para qualquer das duas opções e o fará nem sempre de acordo com sua aspiração interior, que poderá ser inverso ao que determina o meio socio-cultural.Emmanuel ensina na obra “Vida e Sexo” que o “Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.” ([1]) Além disso há vários fatores educacionais que poderiam contribuir para despertar no indivíduo as tendências sepultadas nas profundezas de seu inconsciente espiritual.
E, ainda que desempenhe papéis de acordo com a sua anatomia genital e que seu psiquismo se constitua de acordo com sua opção sexual, poderá ocorrer que se desperte com desejos de ter experiências afetivas com pessoas do mesmo sexo. Tal ocorrência poderá lhe tumultuar a consciência caracterizando, por aquele motivo, um transtorno psíquico-emocional.
A convivência do espírito com o sexo oposto ao que adotou em cada encarnação, bem como aquelas na qual exerceu sua opção sexual, irão plasmar em seu psiquismo as tendências típicas de cada polaridade. Explica Emmanuel, a homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.”([2])
Na questão 202 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga aos Espíritos: "Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?" "Isso pouco lhe importa” responderam os Benfeitores, “o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar"([3]) esclareceram os Espíritos. A genética tem tentado encontrar genes que explicariam a homossexualidade como sendo desvio de comportamento sexual. A psiquiatria tenta encontrar enzimas cerebrais que poderiam influenciar no comportamento sexual. Mas a sede real do sexo não se acha no veículo físico, porém na estrutura complexa do espírito. É por esse prisma que devemos encarar as questões relacionadas ao sexo.  Dia virá que “a coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos”.[4]
Não podemos confundir homossexualismo com desvio de caráter, até porque os deslizes sexuais de qualquer tendência têm procedências diversas. Suas raízes genésicas podem vir de profundidades íntimas insondáveis. “A própria filogênese([5]) do sexo, que começa aparentemente no reino mineral, passando pelo vegetal e ao animal, para depois chegar ao homem, apresenta enorme variação de formas, inclusive a autogênese[geração espontânea]dos vírus e das células e a bissexualidade dos hermafroditas”([6]), para alguns pesquisadores justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos.
Com a liberação sexual e a ascensão do feminino na sociedade contemporânea, a tolerância ao homossexualismo aumentou, permitindo que uma grande quantidade de pessoas que viviam no anonimato se expressasse naturalmente. Chico Xavier explica de forma clara o seguinte, “não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais as tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impedirá certo número de pessoas de trabalhar e de serem úteis a vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (...)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”([7])
A Doutrina Espírita é libertadora por excelência. Ela não tem o caráter tacanho de impor seus postulados às criaturas, tornando-as infelizes e deprimidas. A energia sexual pede equilíbrio no uso e não abuso ou repressão. O Espiritismo não condena a homossexualidade, contrariamente, recomenda-nos o respeito e fraterna compreensão para com os que têm preferências homoafetivas. Muitas vezes pode até ser alguém tangido pelo apelo permissivo que explode das águas tóxicas do exacerbado erotismo, somados aos diversos incentivadores pseudocientíficos da depravação, que podem estar desestruturando seu sincero projeto de edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada.([8]) Por isso mesmo, não pode ser discriminado, nem rejeitado, pois, como admoesta Jesus, "aquele dentre vós que não tiver pecados, que atire a primeira pedra"([9])...
Como já vimos com Emmanuel no início desta exposição, não há masculinidade plena, nem plena feminilidade na Terra. Tanto a mulher tem algo de viril, quanto o homem de feminil. Antigamente a educação muito rígida e repressiva contribuía para enquadrar o indivíduo ambisséxuo, em seu sexo natural.
Assumir a homossexualidade não significa mergulhar em um universo de atitudes extremadas e desafiadoras perante seu grupo de relacionamento familiar ou profissional, “mas fazer um profundo exercício de autoaceitação, asserenar-se por dentro a fim de poder reconhecer perante si mesmo e todo seu círculo de amigos e parentes que vive uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a construção interna para superar os desejos. E não estamos aqui referindo-nos exclusivamente a desejo sexual e sim a toda espécie de desejos que comandam a vida das criaturas.” ([10])
Emmanuel enfatiza que “O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie [homossexual], somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais.”([11]) O homossexualismo não deve, pois, ser classificado como uma psicopatia ou comportamento merecedor de discriminação ou medidas repressivas. O homossexual, especialmente o "transexual", merece toda a nossa compreensão e ajuda, para que ele possa vencer sua luta de adaptação ao novo sexo adquirido com o renascimento.
Outra questão extremamente controvertida, para muitos cristãos, é a possibilidade da união estável (casamento) entre duas pessoas do mesmo sexo. Ante a miopia preconceituosa do falso purismo religioso da esmagadora maioria de cristãos supostamente “puros”, isso é uma blasfêmia. Isto torna o tema bastante complexo e, portanto, aberto para discussões. Porém, após refletir bastante sobre o assunto e, sobretudo, tendo como alicerce as opiniões de Chico Xavier, entendemos que a união estável (casamento) entre homossexuais é perfeitamente normal, sim.
Só conseguiremos entender melhor a questão homossexual depois que estivermos livres dos (pré)conceitos que nos acompanham há muitos milênios. Arriscaríamos a afirmar, que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, é um avanço da sociedade, que estará apenas regulamentando o que de fato já existe.
Seria lícito a duas pessoas do mesmo sexo viverem sob o mesmo teto, como marido e mulher?A propósito, vasculhando fontes sobre esta mesma indagação encontramos em Folha Espírita a resposta de Emmanuel “A esta indagação o Codificador da Doutrina Espírita formulou a Questão 695, em O Livro dos Espíritos, com as seguintes palavras: ‘O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário a lei natural?’ Os orientadores dos fundamentos da Doutrina Espírita responderam com a seguinte afirmação: ‘É um progresso na marcha da humanidade.’  Os amigos encarnados no plano físico com a tarefa de sustentar e zelar pelo Cristianismo Redivivo, na Doutrina Espírita, estão aptos ao estudo e conclusão do texto em exame.”([12]) (grifamos)
Tanto o homossexual como o heterossexual devem buscar a sua reforma interior, não cedendo aos arrastamentos provocados pelos impulsos instintivos e sensuais. O que é ilícito ao hetero, também o é ao homossexual, ambos precisam “distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-las contra os desvios suscetíveis de corrompê-las. O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma”([13])
Mister, portanto, reconhecer que ao serem identificadas os pendores homossexuais das pessoas nessa dimensão de prova ou de expiação, é imperioso se lhes oferte o amparo educativo pertinente, nas mesmas condições que se administra instrução à maioria heterossexual da sociedade. 
Acreditamos, por fim,  que estas idéias poderão levar, a quantos as lerem, a meditar, em definitivo, sobre o assunto , lembrando que o homossexualismo transcende em si mesmo a simples questão da permuta sexual.
 
Fontes de Referência
([1])Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
([2])______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
([3])Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. Feb, 2000, perg. 202
([4])_______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
([5]) Filogenia (história evolucionária das espécies) opõe-se à ontogenia (desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade para a reprodução.)
([7]) Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Março de 1984
([8]) A recomendação do Espiritismo para o respeito e a compreensão para com os irmãos que transitam em condições sexuais inversivas (homossexualismo) ocorre em função do sentimento de fraternidade ou caridade que deve presidir o relacionamento humano, mas igualmente pelo fato de que nenhum de nós tem autoridade suficiente para condenar quem quer que seja, pois todos temos dificuldades morais e/ou materiais graves que precisam de educação.
([9])João, cap. VIII, vv. 3 a 11
([10])Disponível em  <http://www.irc-espiritismo.org.br/irc_resp_sexualidade.html>acessado em 21/04/2006
([11]) _______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
([12]) Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Julho de 1984.
h
([13]) Xavier, Francisco Cândido. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
Do site: http://www.ger.org.br/homossexualismo.htm